Silenciaria o barulho do mundo para ouvir a minha verdade.

Às vezes, a gente se perde tentando corresponder às expectativas dos outros. Eu buscaria me lembrar de quem sou quando ninguém está olhando. Daria um passo fora da zona de conforto. Mesmo com medo. Porque, talvez, ali a vida aconteça de uma forma onde os encontros transformadores moram.
Eu confiaria mais na intuição, nos sinais sutis e nos chamados que vêm do coração. Me trataria com mais gentileza. Chega de ser a própria juíza. Eu me acolheria nos dias bons e ruins, porque mereço amor mesmo quando estou em pedaços.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Faria as pazes com o tempo. Nem tudo tem que acontecer agora. Às vezes, o melhor que posso fazer é confiar que estou exatamente onde deveria estar. Eu respeitaria meus ciclos. Nem sempre é hora de florescer. Há fases de recolhimento, como o inverno, em que tudo parece silencioso, mas, por dentro, as raízes estão se fortalecendo. Eu me permitiria descansar sem culpa. Soltaria o que não posso mais segurar. Pessoas, ideias, versões antigas de mim mesma.

Se algo pesa mais do que alimenta, talvez seja hora de deixar ir. Libertar-se também é um ato de amor-próprio. Buscaria propósito antes de metas. Metas sem alma cansam. Mas quando a intenção tem verdade, o caminho se revela.
Eu me perguntaria: “Por que isso importa pra mim de verdade?”. Me cercaria de pessoas que me nutrem. Nem sempre quem está por perto é quem me faz bem. Eu escolheria estar com quem me escuta com o coração e me vê com olhos de alma. Eu buscaria o sagrado nas coisas simples. O sagrado está onde o coração repousa. E eu me lembraria, todos os dias, que ainda dá tempo. Seja do que for. De amar, mudar, aprender, começar. Não é tarde demais. A vida não terminou para você, ela está só te convidando para o próximo capítulo.

Aceitaria que não preciso ter todas as respostas agora. Há perguntas que só o tempo responde e tudo bem. Pararia de me comparar. A vida dos outros pode parecer resolvida, brilhante, perfeita… mas é só o lado de fora. Eu voltaria o olhar para mim, com compaixão, e lembraria: minha estrada é única — e sagrada.
Faria as pazes com minhas imperfeições. Talvez a parte de mim que eu tento esconder seja, na verdade, o lugar onde mora minha humanidade mais bonita. Eu me permitiria ser inteira, não só forte.

Celebraria cada pequena vitória. Não esperaria grandes marcos para me sentir orgulhosa. Às vezes, levantar da cama já é um ato de coragem. Reencontraria minha voz interior. Eu me lembraria de quem fui antes de me esquecer. Antes das exigências, das máscaras, das cobranças. Eu me perguntaria: quem sou eu, quando sou só eu?
Talvez essa pergunta — “o que eu faria se fosse você?” — seja, na verdade, um convite para você mesma se escutar com mais profundidade. Mas eu não sou você…e o seu poder é ser você mesma (o). Então, trate-se com carinho, cuide-se e olhe-se com mais amor…

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